
Um belo dia o Zen-Busdismo acorda pela manhã e resolve tirar as caras com o Amor. O Zen-Budismo pensou: Sou o melhor, sou superior, o Amor não me vence, eu domino o Amor!
Já o Amor no mesmo dia, levantou de manhã, lavou a cara, escovou os dentes e disse:
- Quem o Zen-Budismo pensa que é? Que cara atrevido! Eu sou o melhor, vou derrubá-lo!
E assim estabeleceu-se uma guerra para ver quem era o melhor e quem venceria esta batalha?
Marcaram um encontro na esquina e assim iniciou a peleia!
Bem, agora vamos deixar os dois na esquina discutindo e olharmos alguns fatos, algumas explicações e conceitos para tentar de alguma forma clarear esta situação, iniciando com os argumentos de Zen-Budismo.
Zen-Budismo
Outro dia quando cheguei na aula de Yoga, fui surpreendido com uma pergunta:
O que é Zen-Budismo?
Peço desculpas, pois não fui sincero, enrolei e não respondi. Talvez porque de fato a partir do momento em que terminarmos de fazer esta pergunta, não exista resposta! Mas vou tentar dar uma resposta, como diria didática, como segue abaixo:
Segundo os meus estudos não existe resposta para isto, ou a resposta parcial poderia ser:
“O Zen não é decididamente um sistema fundado na lógica e na análise. É algo antípoda da lógica e do mundo dualístico de pensar. Pode haver um elemento intelectual no Zen, pois ele é a mente total onde encontramos muitas grandes coisas. Mas a mente não é um composto, que deva ser dividido em tantas faculdades, nada deixando após a dissecação. O Zen nada tem a ensinar, no que diz respeito a análise intelectual, nem impõe qualquer conjunto de doutrinas aos seus seguidores. Qualquer ensinamento que exista no Zen vem mediante nossa própria mente.
O Zen sustenta ser budista, mas todos os ensinamentos budistas, do modo por que são propostos nos sutras e sastras, são tratados no Zen como mero papel, cuja utilidade consiste em limpar o lixo do intelecto, e nada mais...bla,bla,bla”. Parte do livro Introdução ao Zen-Budismo de Suzuki.
Como pode-se observar no texto acima, e isto segue no livro todo, as palavras mente, intelectual e intelecto repetem-se várias vezes. Como sou petulante, me atrevo a dizer que o Zen-Budismo está alicerçado na mente! Portanto, é na mente que as coisas acontecem e assim poderemos ter o controle dos pensamentos, ou melhor, do sem pensar.
Também nas minhas experiências pelo mundo a fora, fui em busca da resposta para esta pergunta: “O que é Zen-Busdismo?”
Talvez parte da resposta esteja na mente..., mas onde fica o amor nesta história, nunca ouvi falar! Isto pode explicar porque os orientais tem um ótimo auto-controle e educação, pois controlam bem a mente, mas também explicam os autos índices de suicídios, pois os orientais têm uma imensa dificuldade em lidar com sentimentos e com o coração. Esta dificuldade em lidar com sentimentos, pude observar na prática conversando com eles. Eles quase não se tocam, não se abraçam e sentimentalmente são muito fracos para tratar com os temas ligados ao coração e aqui quando falo isto, não falo de amor entre casais, mas em troca de sentimento entre pais, filhos e irmãos.
Minha conclusão petulante sobre o Zen-Budismo:
O Zen-Budismo trata da mente, do controle das emoções ou do controle da criação das emoções. Este para mim é o grande desafio para as próximas gerações, focar mais em buscar o amor sem preconceitos entre as famílias, amigos, colegas, etc.
Amor
Bem, agora entra em campo o Amor, se achando e colocando os seus principais argumentos, claro que um pequeno texto não poderá explicar tudo, mas serve de exemplo:
Para clarear melhor esta situação, vou contar um acontecimento recente, ocorrido comigo em Porto Alegre ( Forno Alegre, pois foi neste verão).
Vinha eu por uma movimentada avenida de Porto Alegre, de paletó e gravata, dirigindo o meu belo carro importado e ar-condicionado no máximo, quando vi no meio do engarrafamento do trânsito, um homem todo sujo, puxando uma daquelas carrocinhas com sucata e papelões cheia. Tinha uma imensa dificuldade em deslocar-se no meio daquela confusão. Dentro da carrocinha, havia uma criança com no máximo 4 anos de idade, também toda suja!
O que eu vi neste momento? Apenas o amor incondicional da criança para com o pai. O seu mundo estava parado e ela somente tinha olhos para o seu pai, transmitindo amor e compaixão. Já do contrário, o pai de vez enquanto parava e observava o filho, também transmitindo amor e segurança no meio daquela desordem. Será que isto é Amor? Acho que cada um deva responder para si esta pergunta.
P.S. Pai e filho foi por minha conta, pois não perguntei para eles se de fato eram pai e filho, talvez no plano espiritual sim...
Minha conclusão petulante sobre o Amor:
O amor trata das coisas do coração, dos sentimentos, da compaixão, da não violência e do perdão. Simples, curto e objetivo!
A peleia continuava na esquina entre o Zen e o Amor, o clima estava tenso e já estavam quase se agredindo, quando de repente chega um cara chamado Tao, se achando o tal (com “L”). Disse que poderia ajudar nesta discussão e seria um mediador, um juiz de paz entre o Zen e o Amor.
O Zen e o Amor se entreolharam e concordaram em que este tal de Tao fosse o mediador da batalha.
Tao
Fui atrás desta reposta para entender o que é Tao. Fiz inúmeras pesquisas e li alguns livros sobre o tema, mas nada ficou muito claro. Como sou simplista e objetivo, busquei em alguns sites a resposta para me dizer o que é o Tao. Segue abaixo um que gostei:
“Tao (pronuncia-se “dao”) significa literalmente “o caminho”, tanto no sentido físico como no de conduta, meio. É um princípio universal subjacente a tudo - da criação das galáxias até as interações entre pessoas. O funcionamento do Tao são complexos e freqüentemente transcendem à lógica humana. O raciocínio não é suficiente para compreender o Tao. Temos de utilizar também a intuição.” http://www.taoism.net/br/articles/what_taobr.html.
Ops! Li a palavra intuição na definição de Tao! Será que então é isto?
Lá na esquina, esquina esta que somos nós, onde estavam o Zen-Budismo, o Amor e já o Tao as coisas pareciam que estavam resolvidas e os ânimos estavam acalmados.
Bem, acredito que a intuição do mediador Tao é o melhor caminho, ou o caminho do meio entre o Zen-Budisto e o Amor, portanto não existe batalha, não existe vencedores e nem vencidos, somente o Tao e sua intuição. O equilíbrio entre mente e coração é o caminho do meio e é a resposta para diversas situações que enfrentamos diariamente em nossas interações.